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Meditação

por Luíza Cristina Coltro

Meditar é uma percepção, um estado de ser, um espaço de silêncio, um retorno ao self, reconhecer algo que possuímos, mas do qual nos esquecemos, é um encontrar o verdadeiro eu, entrar em contato com a vitalidade do corpo.

É objetivo da metidação da meditação buscar estar no "estado de meditativo", em estado de amplitude da mente, entrar no estado meditativo permite a percepção do real, saindo das ilusões da mente.

As técnicas de meditação podem ser passivas e ativas:

Passivas:

  • O meditador assume uma postura e mete-se nela, são as mais conhecidas. As técnicas, embora pareçam iguais, têm diferentes variações;

Ativas:

  • O meditador através de movimentos repetitivos, integrados, como danças ou gritos harmônicos e depois atingir o silêncio;

Nós, ocidentais, com vida agitada, temos dificuldades de ficar parado, de entrar em contato com o mundo interior e de atingir o estado de silêncio.

Como a prática da meditação melhora a auto-estima, a aceitação do eu, ajuda nos insights, aumenta a sensibilidade, a capacidade de ressonância, facilitando o contato com o outro, é interessante que faça parte da psicoterapia.

A dança como meditação caracteriza-se por uma técnica ativa, podendo ser usada tanto individualmente como grupal. A dança sempre foi para todos os povos e, em todos os tempos, a expressão de experiências, valores e sentimentos, que identificam a cultura de cada povo e que transcendem o dia-a-dia.

A dança é um condensador de energia. A maneira mais fácil de reverenciar algo é dançar, porque você se torna a dança. A dança integra e quem está integrado consegue intergrar o outro, daí a importância desta meditação como dança para psicoterapeutas. Também a dança grupal permite a experiência de recuperar forças internas e acessar a ressonância do grupo.